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Iglesia de São Pedro de Balsemão

(Portugal)

Iglesia de São Pedro de Balsemão (Lamego)

IGLESIA DE SÃO PEDRO DE BALSEMÃO (LAMEGO)

Es un monumento tan emblemático como difícil de analizar en cuanto a su origen y problemas arquitectónicos. Ubicado cerca de Lamego, ocupando un promontorio en el cruce de dos ríos, con alto valor estratégico. Monumento Nacional desde 1921 (Decreto nº 7586, 1ª serie nº 138, de 07-08-1921

IGREJA DE SÃO PEDRO DE BALSEMÃO (LAMEGO)

Trata-se de um monumento tão emblemático quanto difícil de analisar na sua origem e problemática arquitectónica. Situada nas proximidades de Lamego, ocupando um promontório na encruzilhada de dois rios, com elevado valor estratégico. Monumento Nacional desde 1921 (Decreio nº 7586, Iª série nº 138, de 08-07-1921

DESCRIPCIÓN

La Iglesia de São Pedro de Balsemão se encuentra cerca de una villa o un importante sitio romano (¿santuario?), Que incorpora algunos elementos, como un terminus augustalis muy raro del gobierno del emperador Claudio, o los dos altares reutilizados como elementos de altar. Es posible que hubiera una sacralización del manantial que está cerca de él. Tradicionalmente, se ha propuesto una primera fase de construcción de la iglesia alrededor del siglo VI o VII, en la línea de investigadores como Schlunk, Ferreira de Almeida o Hauschild. En los últimos años, algunos investigadores han retomado la antigua propuesta de Joaquim de Vasconcelos (1911) que, en paralelo con la iglesia de S. Pedro de Lourosa (epígrafe fundacional del 912), apuntan a un edificio en el marco de la ampliación de el reino asturiano y sus influencias en el marco de la Reconquista (siglos IX-X), hipótesis retomada por Mário Barroca, Manuel Real o Ricardo Teixeira. Se trata de un templo de tres naves divididas por soportales formados por tres arcos, a base de columnas con capiteles corintios reutilizados de un yacimiento romano cercano, destacando que son muy diferentes a las columnas. El presbiterio tiene planta rectangular, construido en un sólido aparato de bloques rectangulares. En el paso al presbiterio, hay un arco de herradura, de acuerdo con el plan constructivo original, pero que en la nave ha sido rehecho (ninguno de los arcos conserva esta tipología), aunque es producto de la reciente campaña de restauración, como se hace evidente en las descripciones posteriores. Presenta duelas uniformes, denunciando que permanece íntegramente en la estructura original, se basa en impostas larguísimas, con volutas estilizadas y adornos de cordón (parecidos a motivos indios de la Edad del Hierro, pero en realidad por el «renacimiento» de motivos autóctonos que tiene lugar a partir del siglo IX, y no por motivos mozárabes, como lo interpreta Manuel Real en 2007: 141), cerrado con capiteles corintios. El tramo es estrecho y el presbiterio está casi escondido, en la tradición de la «reserva» de las iglesias paleocristianas, situación que se ve agravada por la existencia de dos enchufes agrupados en cada uno de los saiméis, lo que puede interpretarse como la aposición. como una estructura de la que cuelga un paño o paño para ocultar el altar en momentos específicos durante la liturgia.

DESCRIPCIÓN

A Igreja de São Pedro de Balsemão está implantada nas proximidades de uma villa ou importante sítio romano (santuário?), do qual incorpora alguns elementos, como um raríssimo terminus augustalis do governo Imperador Cláudio, ou as duas aras reaproveitadas como elementos de altar. É possível que houvesse uma sacralização da fonte de manancial que lhe fica próxima.

Tradicionalmente, tem sido proposta uma primeira fase de edificação da igreja em torno ao século VI ou VII, na linha de investigadores como Schlunk, Ferreira de Almeida ou Hauschild. Nos últimos anos, alguns investigadores retomaram a antiga proposta de Joaquim de Vasconcelos (1911) que, por paralelos com a igreja de S. Pedro de Lourosa (epígrafe fundacional de 912), apontam para uma edificação no quadro da expansão do reino asturiano e influências no quadro da Reconquista (séc. IX-X), hipótese retomada por Mário Barroca, Manuel Real ou Ricardo Teixeira.

Trata-se de um templo de três naves divididas por arcarias compostas de três arcos, assentes em colunas de capiteis coríntios reaproveitados de um sítio romano próximo, notando-se que são muito distintos das colunas. A capela-mor tem planta rectangular, construída em sólido aparelho de blocos rectangulares. Na passagem para o presbitério apresenta um arco em ferradura, de acordo com o plano construtivo original mas que na nave foi refeito (nenhum dos arcos conserva esta tipologia), embora seja produto da campanha de restauros recentes, conforme se torna evidente consultando as descrições mais antigas. Apresentando as aduelas uniformes, denunciando que se mantém integralmente na estrutura original, está assente em impostas muito longas, com volutas estilizadas e ornamentos de cordões (parecendo motivos indígenas da Idade do Ferro, mas que na realidade se devem ao “renascimento” dos motivos indígenas que se processa a partir do século IX, e não a motivos moçárabes, como interpretou Manuel Real em 2007: 141), fechadas com capiteis coríntios. O vão é estreito e a capela-mor fica quase oculta, na tradição da “reserva” das igrejas paleocristãs, situação acrescida pela existência de dois encaixes agrupados em cada um dos saiméis, o que se pode interpretar como sendo a aposição uma estrutura da qual pendesse um pano ou tecido que ocultasse o altar em momentos específicos da liturgia.

CRONOLOGÍA

Tradicionalmente, se ha propuesto una primera fase de construcción de la iglesia alrededor del siglo VI o VII, en la línea de investigadores como Schlunk, Ferreira de Almeida o Hauschild. En los últimos años, algunos investigadores han retomado la antigua propuesta de Joaquim de Vasconcelos (1911) que, en paralelo con la iglesia de S. Pedro de Lourosa (epígrafe fundacional del 912), apuntan a un edificio en el marco de la ampliación de el reino asturiano y sus influencias en el contexto de la Reconquista (siglos IX-X o, más posiblemente, segunda mitad del X), hipótesis retomada por Mário Barroca, Manuel Real, Ricardo Teixeira o Paulo Almeida Fernandes. Algunos elementos constructivos pertenecen a este período, como un pie de altar decorado con la cruz asturiana, un clípeo y, sobre todo, las impostas de volutas decoradas con motivos cordiformes muy característicos (Almeida Fernandes, 2016), pero determinando la fecha de la construcción original. sigue siendo muy problemático. Esta dificultad se debe a las diversas reformas que recibió el edificio. La imposta de la puerta de entrada tiene una cruz de la época de D. Afonso Henriques, lo que sugiere una reforma en el período románico, aunque no hay más elementos contemporáneos. La inscripción gótica junto a los arcos del presbiterio indica que la instalación del sarcófago del obispo de Oporto, D. Afonso Pires (hoy en la posición central de la nave), motivó la realización de obras a mediados del siglo XIV. Además, la iglesia sufrió importantes obras con la incorporación al palacio local de Pintos, los vizcondes de Balsemão, que data de 1643. Estas obras alteraron enormemente el diseño del espacio, solo conservando dos muros que avanzan a la nave y ayudaron a cerrar el coro, integrando impostas decoradas que continúan en frisos (Almeida Fernandes, 2016), por lo que se alteró totalmente la percepción original del edificio, que habría sido cuadrado y de tres naves con planta basilical, con arcos de herradura. La eliminación del nártex, al que se hace referencia en un documento de 1430 como el “pórtico”, puede datarse de esta época (Pessanha, 1921-22: 136).Es muy probable que el edificio esté hoy parcialmente construido sobre las ruinas del templo anterior, como sugiere la observación de la topografía del terreno en el exterior, donde hay un podio con una diferencia significativa en la elevación.

CRONOLOGÍA

Tradicionalmente, tem sido proposta uma primeira fase de edificação da igreja em torno ao século VI ou VII, na linha de investigadores como Schlunk, Ferreira de Almeida ou Hauschild. Nos últimos anos, alguns investigadores retomaram a antiga proposta de Joaquim de Vasconcelos (1911) que, por paralelos com a igreja de S. Pedro de Lourosa (epígrafe fundacional de 912), apontam para uma edificação no quadro da expansão do reino asturiano e influências no quadro da Reconquista (séc. IX-X ou, mais possivelmente, segunda metade do X), hipótese retomada por Mário Barroca, Manuel Real, Ricardo Teixeira ou Paulo Almeida Fernandes.

Alguns elementos construtivos pertencem a esta época, como um pé de altar decorado com a cruz asturiana, um clípeo e, sobretudo, as impostas de rolo decoradas com motivos cordiformes muito característicos (Almeida Fernandes, 2016), mas determinar a data de edificação original continua a ser muito problemático.

Esta dificuldade é originada pelas diversas remodelações que o edifício recebeu. A imposta na porta de entrada apresenta uma cruz do tempo de D. Afonso Henriques, sugerindo uma reforma de fase românica, embora não existam mais elementos coevos. A inscrição gótica junto aos arcos da capela-mor refere que a instalação do sarcófago do bispo do Porto, D. Afonso Pires (hoje em posição central da nave), levou a que fossem feitas obras em meados do século XIV

Além do mais, a igreja sofreu consideráveis obras com a incorporação no paço local dos Pintos, os viscondes de Balsemão, datando de 1643. Estas obras alteraram muito a concepção do espaço, apenas se preservando duas paredes que avançam para a nave e ajudavam a fechar o coro, integrando impostas decoradas que continuam em frisos (Almeida Fernandes, 2016), pelo que a percepção original do edifício, que seria quadrangular e de três naves de planta basilical, com arcos em ferradura, se alterou totalmente. Desta época poderá datar a eliminação do nartex, referido em documento de 1430 como o “alpendre” (Pessanha, 1921-22: 136).

Muito provavelmente o edifício ergue-se hoje parcialmente sobre ruínas do templo anterior, como a observação da topografia do terreno no exterior – onde existe um pódio com uma diferença de cota significativa – sugere.

 

Información del Patrimonio

Monumento o lugar a visitarIglesia y manantial - Igreja e fonte de manancial
EstiloVisigodo y prerrománico - Visigodo e Pré-Românico
TipoReligioso y cultural - Religioso e cultual
ÉpocaSiglos VII-XI d.C. - Séculos VII-XI d.C.
Estado de conservaciónBien - Bom
DirecciónLargo do Desterro, hasta Rua da Calçada, 3,2 Km., Por carretera municipal, bordeando el río, con señales
Largo do Desterro, para a Rua da Calçada, a 3,2 Km., por caminho municipal, junto ao rio, tendo placas indicadoras

Coordenadas GPS41º06’25’’ N / 7º 46’ 59’’
Propiedad, dependenciaDirección Regional de Cultura del Norte - Direcção Regional de Cultura do Norte
Posibilidad de recibir visitas de público en general o solo especialistas
Sí, abierto al público. - Sim, aberto ao público.
Posibilidad de visitas guiadas con cita previa
Possibilidade de visitas guiadas com marcação previa
Necesidades de conservación
No - Não
Horarios y condiciones de visita
Martes a domingo de 10.00 a 13.00 horas y de 14.00 a 18.00 horas
Terça a Domingo das 10.00 às 13.00 e das 14.00 às 18.00
Importe entrada
Visita gratuita - Visita Livre
Trabajos de investigación en realización
Accesibilidad
Razonable - Razoável
Señalización si está inscrito en la rutaNo - Não
Bibliografía
FERNANDES, Paulo Almeida (2016) Materia de Asturias. Ritmos y logros de la expansión asturiano-leonesa en el actual centro de Portugal. Siglos VIII-X. Tesis doctoral en Historia del Arte presentada al FLUC.
PESSANHA, José (1921-22), S. Pedro de Balsemão: notas complementarias, O Archeologo Portuguez, serie 1, vol. 25, Lisboa, p. 134-141
REAL, Manuel Luís (2007), Escultura decorativa en Portugal: el grupo «portucalense». Escultura decorativa tardorromana y alta medieval en la Península Ibérica, Mérida, CSIC, p.133-170.
VASCONCELOS, Joaquim de (1911), Ensayo sobre la arquitectura románica en Portugal IV-VI. Presbyterio de Lourosa, Arte, n. 82, Porto, Marques Abreu, octubre de 1911, págs. 75-80; no83, noviembre de 1911, págs. 82-88; no87, marzo de 1912, págs. 25-28
FERNANDES, Paulo Almeida (2016) Matéria das Astúrias. Ritmos e realizações da expansão asturiano-leonesa no actual centro de Portugal. Séculos VIII-X. Tese de doutoramento em História da Arte apresentada à FLUC.
PESSANHA, José (1921-22), S. Pedro de Balsemão: notas complementares, O Archeologo Portuguez, série 1, vol. 25, Lisboa, p.134-141
REAL, Manuel Luís (2007), A escultura decorativa em Portugal: o grupo «portucalense». La escultura decorativa tardorromana y altomedieval en la Península Ibérica, Mérida, CSIC, p.133-170 .
VASCONCELOS, Joaquim de (1911), Ensaio sobre a arquitectura românica em Portugal IV- VI. Presbyterio de Lourosa, Arte, no82, Porto, Marques Abreu, Out. 1911, p.75-80; no83, Nov. 1911, p.82-88; no87, Mar. 1912, p.25-28

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